O CORPO DA ARTE OPRIMIDA
Vinicius Viana
Buscando as tecnicas do Teatro do Oprimido, a disciplina de Pratica das criações dramaticas veio nos proporcionar uma viagem pelo mundo tão rico do mestre Boal, este que ficou conhecido por buscar atraves do teatro imagem, que transforma questões, problemas e sentimentos em imagens concretas. A partir da leitura da linguagem corporal, representado na imagem, e o Teatro-forum que produz uma encenação baseada na realidade, na qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, na defesa de seus desejos e interesses.O teatro é a mais bela forma de produzir conhecimento para oprimidos, tranformando este em um ser pensante da sua condição, criando um dialogo da atual situação.
"Aquele que
transforma as palavras em versos transforma-se em poeta; aquele que transforma
o barro em estátua transforma-se em escultor; ao transformar as relações
sociais e humanas apresentadas em uma cena de teatro, transforma-se em
cidadão."
Augusto Boal
As atividades realizadas pela professora Gisele, como o opressor e oprimido o qual eu conhecia tambem como hipnotizado-hipnotizador, guiado pelas mãos ou os olhos do companheiro, uma forma magnifica de trabalhar o foco, a expressão dos componentes, a questão do domínio sobre o corpo do outro junto a ousadia, impondo experimentar novas sensações e assumindo novas posições que jamais se assume na vida diária. O trabalho de Boal junto ao corpo do ator é a pratica pedagógica colocando o sujeito com as mais diversas estruturas na cena, o mesmo cita de maneira sabia
Podemos mesmo
afirmar que a primeira palavra
do vocabulário
teatral é o corpo humano, principal
fonte de som e movimento. Por isso, para que se
fonte de som e movimento. Por isso, para que se
possa dominar
os meios de produção teatral, deve-se
primeiramente
conhecer o próprio corpo, para poder
torna-lo mais
expressivo. Só depois o espectador estará
habilitado a
praticar formas teatrais que, por etapas,
ajudem-no a
liberar-se e assumir a de ator, deixando
de ser objeto
e passando a ser sujeito, convertendo-se
de testemunha
a protagonista (Boal 1973,p.143)
No que tange a teorias praticas desta forma teatral, o oprimido exerce a função como principal protagonista colocando sua opinião no corpo em cena, dinamizando suas discussões no processo criativo de modo poético e libertário, um verdadeiro jogo onde o cenario é sociedade, a cultura oprimida é o protesto, uma busca incessante de quem atua, pois neste teatro todos atuam, somos espectatores, que encontram nesta arte plural de ser e fazer o singular.
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