Uuuufffaaa....
procurando ocupar todo espaço da sala....., há....... isso é muito bom, pois
toda aula tem um pré aquecimento, isso ajuda muito na hora das atividades que a
professora Gisele inicia, pois prepara nosso corpo e mente para pensarmos
diferente e reinventar ações do nosso cotidiano. Sei que não é fácil ser aluno
de teatro apesar da correria de chegar à aula bem cedo, mais a maior recompensa
vem durante as atividades que se renova a cada dia no desejo de contribuir no
processo da educação maranhense. Bom, o mais gostoso de tudo é que estou
apreendendo a dar mais valor aos detalhes do cotidiano, ter um olhar diferente
de tudo, e inovar na criação. O teatro ajuda a mediar
e enriquecer processos educacionais como forma de desenvolvimento onde pode
servir para a reprodução ou para a transformação da sociedade.
Irei falar
resumidamente um pouco do que realizamos nessa segunda etapa do processo prática
da criação dramática, onde estudamos teatro do oprimido.
E se falando no teatro
do oprimido não podemos esquecer-nos de comentar teatrólogo Augusto Boal o qual
desenvolveu uma metodologia através da linguagem teatral onde promoveu
autonomia e capacidade crítica tornando o espectador em ator. A partir de uma
proposição básica, o envolvimento do espectador para que ele entre em cena e
atue criticamente diante de uma situação de opressão tentando desfazê-la, Boal
vai desenvolver uma série de formatos, que podem ser infinitamente diversificados
dependendo da situação. Além daqueles que a professora Gisele trabalhou em sala
de aula, como o Teatro
Fórum, Invisível, de
Imagem, Jornal, destaca-se ainda o Teatro Fotonovela, que é montado seguindo o modelo da
estrutura dramática das fotonovelas, porém reinterpretadas pelos participantes
a partir de sua realidade local.
No teatro de imagem
percebi como podemos construir uma imagem real, e depois reconstruir para uma
imagem ideal, fazendo intervenções como exercitamos na sala de aula. Cada grupo
construiu sua imagem real, e depois seguiu com movimentos e logo depois de
inserido os sons. Ao ter intervenções de outros grupos nas imagens, percebemos
que poderíamos dar sentido à imagem construída, ou seja, reconstruir e tornar
fazer uma releitura da imagem novamente, mais isso não se fez uma só vez, a
professora pediu que se encontrasse a imagem ideal, e por isso vária alunos
deram sua contribuição. Meu grupo ficou com o tema violência.
Aqui então se chega ao teatro do oprimido
dando afirmação a todos aqueles que defendem a separação do teatro da política,
pois teatro é uma arma, e como tal pode ser usado para a liberação
Então vou falar o que
eu aprendi;
Em primeiro lugar
buscar sempre formas novas, apropriadas a uma realidade em eterno movimento,
pois em todo o discurso de Boal está implícito o estímulo para o livre pensar,
para o livre exercício de reconstruir esta realidade quantas vezes necessárias
for. O autor defende que a
imaginação dramática está no centro da criatividade humana, assim como uma
criança em sua infância, quando brinca pela primeira vez fingindo ser outra
pessoa, ela desenvolve o humor, personifica o outro. Essa identificação é
principio básico do processo dramático e segue na juventude quando imita algo e
na fase adulta, quando se coloca no lugar de alguém.
Augusto Boal no livro Teatro do Oprimido e Outras Poéticas
Políticas, já relatava que “os
meios artísticos significavam uma concessão que o clero fazia às massas ignorantes,
incapazes de ler e de seguir um raciocínio abstrato, e que podiam ser atingidas
exclusivamente através dos sentidos” (1988: 72)
Cada linguagem é absolutamente
insubstituível. Todas as
linguagens se complementam no mais perfeito e amplo conhecimento do real. Isto
é, a realidade é mais perfeita e amplamente conhecida através da soma de todas
linguagens capazes de expressá-la (BOAL, 1988, p.137, grifos do autor).
Referências
BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores.
10. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
___. Teatro do Oprimido e outras poéticas
políticas. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1988.
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