segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

TEATRO DO OPRIMIDO " INOVAR SEMPRE " ( Josemar Costa)


Uuuufffaaa.... procurando ocupar todo espaço da sala....., há....... isso é muito bom, pois toda aula tem um pré aquecimento, isso ajuda muito na hora das atividades que a professora Gisele inicia, pois prepara nosso corpo e mente para pensarmos diferente e reinventar ações do nosso cotidiano. Sei que não é fácil ser aluno de teatro apesar da correria de chegar à aula bem cedo, mais a maior recompensa vem durante as atividades que se renova a cada dia no desejo de contribuir no processo da educação maranhense. Bom, o mais gostoso de tudo é que estou apreendendo a dar mais valor aos detalhes do cotidiano, ter um olhar diferente de tudo, e inovar na criação. O teatro ajuda a mediar e enriquecer processos educacionais como forma de desenvolvimento onde pode servir para a reprodução ou para a transformação da sociedade.

Irei falar resumidamente um pouco do que realizamos nessa segunda etapa do processo prática da criação dramática, onde estudamos teatro do oprimido.

E se falando no teatro do oprimido não podemos esquecer-nos de comentar teatrólogo Augusto Boal o qual desenvolveu uma metodologia através da linguagem teatral onde promoveu autonomia e capacidade crítica tornando o espectador em ator. A partir de uma proposição básica, o envolvimento do espectador para que ele entre em cena e atue criticamente diante de uma situação de opressão tentando desfazê-la, Boal vai desenvolver uma série de formatos, que podem ser infinitamente diversificados dependendo da situação. Além daqueles que a professora Gisele trabalhou em sala de aula, como o Teatro Fórum, Invisível, de Imagem, Jornal, destaca-se ainda o Teatro Fotonovela, que é montado seguindo o modelo da estrutura dramática das fotonovelas, porém reinterpretadas pelos participantes a partir de sua realidade local.

No teatro de imagem percebi como podemos construir uma imagem real, e depois reconstruir para uma imagem ideal, fazendo intervenções como exercitamos na sala de aula. Cada grupo construiu sua imagem real, e depois seguiu com movimentos e logo depois de inserido os sons. Ao ter intervenções de outros grupos nas imagens, percebemos que poderíamos dar sentido à imagem construída, ou seja, reconstruir e tornar fazer uma releitura da imagem novamente, mais isso não se fez uma só vez, a professora pediu que se encontrasse a imagem ideal, e por isso vária alunos deram sua contribuição. Meu grupo ficou com o tema violência.

 Aqui então se chega ao teatro do oprimido dando afirmação a todos aqueles que defendem a separação do teatro da política, pois teatro é uma arma, e como tal pode ser usado para a liberação

Então vou falar o que eu aprendi;

Em primeiro lugar buscar sempre formas novas, apropriadas a uma realidade em eterno movimento, pois em todo o discurso de Boal está implícito o estímulo para o livre pensar, para o livre exercício de reconstruir esta realidade quantas vezes necessárias for. O autor defende que a imaginação dramática está no centro da criatividade humana, assim como uma criança em sua infância, quando brinca pela primeira vez fingindo ser outra pessoa, ela desenvolve o humor, personifica o outro. Essa identificação é principio básico do processo dramático e segue na juventude quando imita algo e na fase adulta, quando se coloca no lugar de alguém.

Augusto Boal no livro Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas, já relatava que “os meios artísticos significavam uma concessão que o clero fazia às massas ignorantes, incapazes de ler e de seguir um raciocínio abstrato, e que podiam ser atingidas exclusivamente através dos sentidos” (1988: 72)


Cada linguagem é absolutamente insubstituível. Todas as linguagens se complementam no mais perfeito e amplo conhecimento do real. Isto é, a realidade é mais perfeita e amplamente conhecida através da soma de todas linguagens capazes de expressá-la (BOAL, 1988, p.137, grifos do autor).
 
Referências

BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. 10. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
___. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1988.

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