Diário de Bordo
Disciplina: Prática de Criação Dramática
Prof ª Gisele Vasconcelos
Aluno: Fernando Nascimento
Esse mês de janeiro nossa viagem será pelo mundo... Vamos pegar carona com Augusto Boal e viajar pela América - Latina e Europa, onde o mesmo desenvolveu suas pesquisas sistematizando o método do Teatro do Oprimido. Boal (2008) diz que o “Teatro do Oprimido é o teatro na acepção mais arcaica da palavra, pois todos os seres humanos são atores, porque agem, e espectadores, porque observam. Somos todos espect – atores”.
Dados do passageiro:
Comandante: Augusto Pinto Boal.
Profissão: Diretor e teórico de teatro.
Contribuição para o teatro: Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política, mas também pedagógica.
Dados do passageiro:
Passageiro: Fernando Augusto do Nascimento.
Profissão: Discente do curso Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Maranhão.
Contribuição para o teatro: Estudante e pesquisador de projetos de extensão e pesquisa nas áreas de: teatro, gênero, análise do discurso, memória e encenação.
Modalidade escolhida para estudo nesta viagem: Teatro Imagem e Teatro Fórum.
No ar...
...A primeira viagem foi para conhecermos mais sobre Augusto Boal e o Teatro do Oprimido, através de reportagens e documentário. Depois partimos para a prática do Teatro Imagem e Teatro Fórum.
Antes fizemos alguns jogos introdutórios, depois foi solicitado a formação de quatro grupos que começaram a trabalhar cada qual com um tema escolhido pela professora Gisele Vasconcelos.
Cada grupo apresentou em imagem estática o seu tema. Boal (2008) define o Teatro Imagem como encenação baseada nas linguagens não-verbais. Esta técnica teatral ajuda os participantes a pensar com imagens, a debater um problema sem o uso da palavra, usando apenas seus próprios corpos (posições corporais, expressões fisionômicas, distâncias e proximidades) e objetos.
Depois escolhemos o tema de um grupo para darmos continuidade ao processo dramático e conhecimento de algumas técnicas criadas por Boal. A temática escolhida foi à cultura, então foi solicitado ao grupo que retornasse à cena para expor novamente sua imagem criada a partir do que eles acreditavam ser a imagem ideal de cultura.
Com a imagem real em cena, fizemos a segunda etapa: a transição da imagem real para imagem ideal. Cada aluno ia à frente e modificava os personagens modelando-os segundo sua visão do que poderia ser a imagem ideal de cultura. Assim todos os alunos aos poucos foram mexendo nos personagens em cena, modelando-os segundo sua concepção, até que chegamos num consenso de imagem ideal da temática proposta.
Já no Teatro Fórum Boal propõe uma encenação baseada em fatos reais, na qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. Nesse confronto, o oprimido fracassa e o público é estimulado, pelo Personagem Curinga (o facilitador do Teatro do Oprimido), a entrar em cena, substituir o protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado. (SANTOS, 2009).
Aqui termina minha descoberta pelo Teatro do Oprimido, com desejo de aprender mais e mais... Que venha a próxima criação a partir de...
Referências:
Boal, Augusto. Jogos para atores e não-atores. 11ª ed. Rio de Janeiro. Ed. Civilização brasileira. 2008.
Teatro Fórum. Centro de Teatro do Oprimido. Disponível em:
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