DE: TIAGO ANDRADE
PARA: APOTE
“O
teatro é uma arma e é o povo quem deve manejá-la!”
Augusto
Boal.
A aula começou com um
alongamento, depois partimos para um jogo onde cada um escolheu... CARALH...
VEJA BEM! Eu não coloquei o “Ó” porque menores de 18 podem estar acessando este
blog neste exato momento. Você se assustou né? Deve estar ainda com as
sobrancelhas contraídas e se perguntando? O QUE É ISSO?Confessa que você achou
um tanto estranho este protocolo começar assim. Huumm... Agora sacudiu a cabeça
para um lado e para o outro, Pensando: esse garoto tem problema! Putzs... Cansei
de escrever protocolos descritivos. Não desmerecendo os colegas que gostam...
Nada contra! Não me entenda mal, pelo amor de GOD! Só quero deixar este protocolo mais descontraído assim como
são as nossas aulas, por falar em aula, vou te contar um pouquinho sobre a aula
de teatro do oprimido, esta pronto, Apote? Vixe, eu não te falei né?! Vou te
chamar de Apote! Ok?! Porque eu vou te
chamar assim? Ah... Leia até o final e descubra!
Apote, não trapacei
indo para o fim da pagina para saber o que significa.
CONCENTRE-SE!
Apote,
você sabe quem é o Boal?
Não,
não é o homem que apresenta o BBB!
Augusto
Boal foi o criador do teatro do oprimido, e se hoje existem vários CTO’s
espalhados pelo mundo! É graças a ele.
Isso
mesmo! CTO significa: Centro de Teatro do Oprimido.
Caraca
mandou bem, pensei que você fosse ao teatro mais não soubesse o que é TEATRO!
Pensei
que assistisse só aquelas peças que... Enfim!
Depois
eu te falo! (sussurrando) tem muita gente lendo este blog...
APOTE, o teatro não pode ser usado como um simples meio de entretenimento, ele
deve ser um conversor, da “caixa de mentiras” em uma inquietação para o
“circulo da verdade” vivemos na era do “vicio tecnológico”, a todo tempo nos
são ordenadas escolhas que nos impossibilitam de qualquer indagação. E é neste
momento que as artes devem liberar os seus projéteis. “Penso que todos os grupos teatrais verdadeiramente revolucionários
devem transferir ao povo os meios de produção teatral, para que o próprio povo
os utilize, a sua maneira e para os seus fins”. (BOAL, 1975, p.127)
Ah!
Viu na citação o ano?
Durante
este período ele esteve fora do Brasil, passou por muitos países, em 1973
esteve no Peru e lá teve contato com o (ALFIN) que foi um programa de
alfabetização para adultos e pôde analisar o teatro como linguagem, destaquei
um trechinho pra você entender melhor o que é o teatro do oprimido, “para
que se compreenda bem esta poética do oprimido deve-se ter sempre presente seu
principal objetivo: transformar o povo, “espectador”, ser passivo no fenômeno
teatral, em sujeito, em ator, em transformador da ação dramática. ”(BOAL, 1975,
p.127) Deste modo, o teatro sendo bem
direcionado tende a manter a essência defendida pelo autor, a poética do teatro
do oprimido e suas praticas têm por finalidade ser um importante transformador,
pois este sucinta o público a questionar a sua realidade. “Tudo esta
sujeito á critica, á retificação. Tudo é transformável...” (BOAL, 1975, p.142).
Então,
Deu pra você entender?!
O
quê? Você quer saber por que te chamo de Apote?
Vou
te contar:
(continua...)
Referência:
BOAL,
Augusto. Teatro do oprimido e outras
poéticas políticas. 1975. Ed: Civilização Brasileira S.A.
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