segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Aprendendo a criar


Por: TIAGO ANDRADE

         De inicio, foi feita a apresentação da ementa da disciplina, a professora nos repassou os livros que irão ser trabalhados, explicou sobre algumas questões do curso e em seguida partimos para um jogo de apresentação onde cada um escreveu em uma folha o seu nome e um trecho de uma musica (o que ela chamou de passaporte). Então, começamos a imaginar que estávamos embarcando em um avião e estávamos na fila de embarque, como cada aluno já tinha em mãos o papel do outro, começamos a chamar o nome escrito na folha ao mesmo tempo em que tentávamos encontrar o nosso passaporte. Como todo mundo chamava junto, virou uma bagunça só, o que foi bastante divertido e enquanto tentávamos encontrar nosso passaporte ainda tinha uma musica de fundo. Jean-Pierre Ryngaert afirma que:
          “Considero de grande importância, no começo, que os indivíduos tenham a ocasião de se situarem pessoalmente, de modo simples e concreto, no espaço de jogo e dentro do grupo. Para isso, proponho jogos de apresentação que tem como principal função superar o anonimato do grupo.” (RYNGAERT,2009 pág80)
       Embora eu já conhecesse todos da turma,  foi bem legal  participar deste jogo de apresentação, pois já estou cansado daquelas apresentações em que temos de falar para todos, o nosso nome, o que gostamos de fazer, quais as expectativas em relação ao curso etc. Enfim, tudo fluiu de uma maneira natural e repito: divertida.   
        Bom, no segundo dia demos continuidade com outros jogos e utilizamos algumas musicas de roda como: Escravos de Jó e pai Francisco entrou na roda, fizemos divisões de quatro grupos, onde cada grupo ficou com a seguinte divisão, a partir do Jogo Escravos de Jó:
Grupo 1
Tempo
Grupo 2
Movimento
Grupo 3
Musica
Grupo 4
Enredo

       O grupo que participei foi o 2 que tinha de executar o movimento, mesmo sendo responsável só pelo movimento, nós sentimos dificuldade, já que estávamos nos baseando pelo tempo da musica Escravos de Jó. Este jogo desencadeou uma serie de outras cenas que envolveram esses quatro elementos (tempo, movimento, musica, enredo). Durante as cenas que estávamos compondo ficou bem fácil direcionar as ações, pois nós nos baseamos pelo roteiro do jogo como Jean-Pierre trata em seu texto :
   “O roteiro dá segurança para aqueles que se sentem paralisados pela improvisação sem nenhum ponto de referência e faz parte das propostas mínimas de ponto de partida da improvisação.” (RYNGAERT, 2009, p. 115 ).
    As vezes encontro dificuldades, em alguns jogos, quando se tratam de improvisações. Não me sinto, digamos, muito a vontade no inicio, só após alguns minutos é que vou adquirindo mais liberdade dentro do processo de jogo.
    Fiquei muito impressionado como todo o processo criativo aconteceu a partir de uma musica de roda e de jogos tradicionais, a professora nos informou que ela já fez uma criação toda, utilizando apenas esses jogos. Por isso é de extrema importância protocolar todo processo para que não se perca coisas interessantes que podem futuramente virarem boas montagens e novas dramaturgias.
Referência:
RYANGAERT, Jean-pierre. Jogar, representar: Práticas dramáticas e formação. Ed: Cosac&Naif, São Paulo, 2009.

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