Da provocação à liberdade criativa
Heidy Ataides
A disciplina Prática de Criação
Dramática nessa primeira unidade, proporcionou a agradável ideia de um começo,
meio e fim, sem truculências e imposições, instigando a criatividade e
proporcionando atividade de criação considerando o ponto de partida inicial prático
o jogo popular e teórico o norte que nos deu o autor Jean Pierre Ryngaert
quando cita:
“...É inútil estabelecer uma
hierarquia, mas podemos tentar apreender as relações que se tecem entre os
procedimentos de jogo, as escolhas de indução, os exercícios preliminares, o
imaginário dos jogadores e as situações imediatas do estabelecimento do jogo,
as escolhas de indução, os exercícios preliminares e as situações imediatas do
estabelecimento do jogo.” (RYANGAERT, Jean-Pierre. P 196)
Na condução a doutoranda Gisele
Vasconcelos, após contato aquecedor com a turma, começamos um trabalho simples
mas, que não saberia o quão preciosa seria a apreciação dos resultados na
turma. A partir do jogo popular “Escravos de Jó” e do trabalho indutivo
considerando movimento, couro, ritmo e narrativa, o imaginário criativo dos
participantes foi instigado e ao ser trabalhado e com direcionamento, puderam
ser percebidas e nas cenas dramáticas.
Partindo dos simples jogos populares
trabalhados para o aquecimento, preparação e criação a unidade proporcionou aos
jogadores inspiração para o pensamento e ações criativas, sendo essas sempre
instigadas, valorizadas e ampliadas tendo como continuidade o COMANDO. Do jogo
popular à representação individual e coletiva, foi marcado o fazer artístico e
o seu significado, ou seja, o sentido para a recepção do público.
Finalizando este trabalho, a criação
grupal e a ideia dos jogos nos deram possibilidades de estabelecer um paralelo
para o trabalho em sala de aula, tendo em vista a percepção para a dinâmica e
didática a ser estabelecida e apresentada a futuros jogadores, nossos alunos
que se farão presentes aos nossos comandos e instigará a criatividade para as
adaptações e outros pensamentos criativos que os façam ativos em salas de aula!
Referências Bibliográficas
RYANGAERT, Jean-Pierre.
Jogar, representar: Práticas dramáticas e formação. Ed: COSAC, São Paulo, 2009;
SPOLIN, Viola. Improvisação
para o Teatro. 5. Ed. São Paulo. Ed: Perspectiva. São Paulo, 2008;
UBRSFELD, Anne. Para ler o
teatro. Ed. Perspectivs, São Paulo, 1996.
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