segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Da provocação à liberdade criativa (Heidy Ataides)


Da provocação à liberdade criativa

Heidy Ataides

A disciplina Prática de Criação Dramática nessa primeira unidade, proporcionou a agradável ideia de um começo, meio e fim, sem truculências e imposições, instigando a criatividade e proporcionando atividade de criação considerando o ponto de partida inicial prático o jogo popular e teórico o norte que nos deu o autor Jean Pierre Ryngaert quando cita:

“...É inútil estabelecer uma hierarquia, mas podemos tentar apreender as relações que se tecem entre os procedimentos de jogo, as escolhas de indução, os exercícios preliminares, o imaginário dos jogadores e as situações imediatas do estabelecimento do jogo, as escolhas de indução, os exercícios preliminares e as situações imediatas do estabelecimento do jogo.” (RYANGAERT, Jean-Pierre. P 196)

Na condução a doutoranda Gisele Vasconcelos, após contato aquecedor com a turma, começamos um trabalho simples mas, que não saberia o quão preciosa seria a apreciação dos resultados na turma. A partir do jogo popular “Escravos de Jó” e do trabalho indutivo considerando movimento, couro, ritmo e narrativa, o imaginário criativo dos participantes foi instigado e ao ser trabalhado e com direcionamento, puderam ser percebidas e nas cenas dramáticas.

Partindo dos simples jogos populares trabalhados para o aquecimento, preparação e criação a unidade proporcionou aos jogadores inspiração para o pensamento e ações criativas, sendo essas sempre instigadas, valorizadas e ampliadas tendo como continuidade o COMANDO. Do jogo popular à representação individual e coletiva, foi marcado o fazer artístico e o seu significado, ou seja, o sentido para a recepção do público.

Finalizando este trabalho, a criação grupal e a ideia dos jogos nos deram possibilidades de estabelecer um paralelo para o trabalho em sala de aula, tendo em vista a percepção para a dinâmica e didática a ser estabelecida e apresentada a futuros jogadores, nossos alunos que se farão presentes aos nossos comandos e instigará a criatividade para as adaptações e outros pensamentos criativos que os façam ativos em salas de aula!

Referências Bibliográficas

RYANGAERT, Jean-Pierre. Jogar, representar: Práticas dramáticas e formação. Ed: COSAC, São Paulo, 2009;

SPOLIN, Viola. Improvisação para o Teatro. 5. Ed. São Paulo. Ed: Perspectiva. São Paulo, 2008;

UBRSFELD, Anne. Para ler o teatro. Ed. Perspectivs, São Paulo, 1996.

 

 

 

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