segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

JOGO NOSSO (por Arison Robert Campos Nascimento).


Reunidos na sala do Teatro de Bolso, a aula inicia com uma breve conversa com os alunos, onde a professora repassa informações sobre a ementa,  os objetivos, os conteúdos  e as formas de avaliação, bem como algumas referências bibliográficas que por nós serão utilizadas, na proporção em que os demais alunos iam chegando  e se acomodando em um círculo disposto na metade da sala como um todo.
Gisele então propõe um  jogo de apresentação, “ O Passaporte”. Cada participante recebe metade de uma folha de chamex, para  que de um lado escrevesse o seu nome, (ou como gosta de ser chamado) e do outro lado escrevesse  um trecho de uma música, ou um verso, (algo que gosta e se identifica). Concluída essa parte, ao som de uma música,  todos se movimentam na sala e trocam os papéis ou “ Passaportes”. Ao final do jogo, para encontrar  o dono do respectivo Passaporte,  a pessoa vai ao centro do círculo e começa cantando o trecho da música escrita no verso do papel que recebera,  quem fosse o  seu dono, o ajudaria a cantar a música acompanhada por todos.  Ainda em círculo,  finalizamos com a brincadeira “Escravos de Jó”, onde usamos os tênis e as sandálias deixados de lado ao entrarmos na sala, primeiro cantando, depois murmurando a musica da referida brincadeira e finalmente em silêncio, passando os calçados até chegar no dono do mesmo. No início houve um pouco de dificuldade, mas na medida em que repetíamos o jogo, ficou além de divertido mais fácil de ser realizado. Dividida as equipes a Professora solicitou que fosse feito um esboço do que seria um futuro roteiro.
Equipe: Arison, Necylia,Tiago e Carla.
A atividade foi feita e o roteiro entregue na Coordenação de Teatro, pois a professora teve de se ausentar na aula, para participar de uma reunião.
Na aula seguinte, a professora comenta que na aula anterior citou o autor Bob Wilson, e que ninguém perguntou de quem se tratava, sendo que a maioria desconhecia o autor. A colega Clarice,  que tem um tablet com acesso rápido a internet, baixou e demonstrou para a turma um trecho de um vídeo sobre o encenador, no qual podíamos ter uma noção do trabalho que a professora se referia. Retomamos as atividades com base no que foi feito na aula anterior. A partir da brincadeira “Escravo de Jó”, a turma foi dividida em quatro equipes, onde foi solicitado a cada equipe,  que trabalhasse com base em  um dos elementos:  Tempo,  Movimento, Coralidade e Narrativa. Nossa equipe: Eu (Arison), Clarice, Marcelo, Márcia e Vinícius, trabalhamos a Coralidade, onde foi possível a partir da música “Escravo de Jó”,  experimentar  uma nova forma de cantar e falar a referida letra e música, com tonalidade rítmica variada,  sem perder a forma original da brincadeira. Após cada equipe se apresentar e fazermos uma breve discussão sobre como se deu o processo,  até chegarmos ao resultado alcançado, a professora solicitou que a equipe 1 (que havia trabalhado o tempo),  repassasse ao restante da turma a atividade por eles apresentada. Sendo necessário para isto,  algumas modificações  pelo fato de sermos um número maior de participantes,  e o espaço da sala pequeno,  para que fosse feita a mesma proposta apresentada. Por sugestão da professora,  poderíamos usar os  efeitos de sonoridades e blablação, inspirados no vídeo que havíamos assistido  de Bob Wilson. Desta forma fizemos uso de efeitos sonoros executados simutaneamente com cada movimento,  explorando assim com maior liberdade, as ações sem modificar o tempo original sugerido pela equipe 1.  O resultado foi  um jogo rico em criatividade e possibilidades, que pode ser usado quem sabe,  como roteiro para um trabalho futuro.

ATIVIDADE PROPOSTA (PRÁTICA DE CRIAÇÃO DRAMÁTICA)
Após uma breve conversa com os alunos, a professora retomou a atividade a partir do jogo que finalizou a primeira aula no dia 13/11/2012, a brincadeira “Escravo de Jó”. Dividida a turma em quatro equipes, foi solicitado a cada equipe que trabalhasse a partir dos seguintes elementos : Tempo,  Movimento, Coralidade e Narrativa. No caso da nossa equipe, foi pedido que trabalhássemos “A Coralidade”. Segundo Ryngaert:
“...que os jogadores interpretam à vontade,de acordo com seus conhecimentos dramatúrgicos e com a ideia que tem de teatro...É preciso inventar um conflito para que a situação ganhe corpo e evolua de maneira satisfatória”.(RYNGAERT,2009,pág.116)
O conflito posto foi  a partir da musica “Escravo de Jó” experimentar através da Coralidade, uma nova forma de cantar e falar a referida musica,  com tonalidade rítmica variada, sem perder a forma original da brincadeira.
Obs: Atividade feita em 20/11
Para a aula seguinte,  a Professora pediu para que cada um trazer um verso memorizado, um verso qualquer com estrutura simples. Este passa a ser usado durante o aquecimento, cantado em forma de brincadeira de roda explorando possibilidades e habilidades sugeridas pelo jogo, no instante em que  “...as habilidades são desenvolvidas no próprio momento em que a pessoa está jogando... e recebendo toda estimulação que o jogo tem para oferecer...”(SPOLIN,2003,p.04). Seguindo este ensinamento, fizemos  o aquecimento em que se usou a cantiga “Pai francisco entrou na roda..”. O aquecimento se deu de forma lúdica e permitiu um maior envolvimento de todos, obedecendo ao comando da professora, a partir do que sugeria a cantiga. Como se pode observar, desde o começo desta unidade, utilizamos como base a cultura popular através das cantigas de roda,  além dos versos e rimas, o que a nos permite explorar e resgatar estas brincadeira que, com o tempo, acabaram caindo em desuso, tanto por parte do público alvo que se pretende trabalhar, quanto por todos de um modo geral. Depois do aquecimento,  voltamos a atividade continuando o processo iniciado.

A professora então divide novamente a turma em equipes, e pede que a partir de uma brincadeira qualquer seja criada uma movimentação, com a condição de podermos misturar: tempo, coralidade, movimento e narrativa inspirados no que foi feito anteriormente. Bem como observa (SPOLIN, 2003, p.19) “...A solução de problemas exerce a mesma função que o jogo ao criar unidade orgânica e liberdade de ação, e gera grande estimulação provocando constantemente o questionamento dos procedimentos no momento de crise, mantendo assim todos os membros participantes abertos para experimentação... “
Nossa equipe além de usar os quatro elementos a cima citados,  para finalizar o exercício utilizamos uns versos inspirados no cacuriá de D. Teté, além da sonoridade inspirada nos trabalhos de Bob Wilson. A equipe foi formada por: Arison, Jeane, Vinícius e Tiêta.

Após a pausa de uma semana, em virtude da realização do XII Encontro Humanístico, cuja as diversas atividades ocuparam todas as dependências do CCH; retornamos no dia (11/12), data que estava marcada a entrega deste Protocolo; só que por motivo de problema no  programa SIGAA da UFMA, o que dificultou o acesso de todos, e também pelo fato de a maioria dos alunos não o terem feito, ou postado no blog, criado pela turma, por sugestão da professora, para esse objetivo específico. Gisele decide adiar para terça próxima (18/12), a entrega do referido protocolo.

Com um número ainda reduzido de alunos, iniciamos as atividades  da manhã,  da mesma forma dos encontros anteriores: com uma cantiga popular “calango tango” complementada com um verso cantado em forma de apresentação por cada aluno. Seguindo com uma movimentação iniciada de forma leve, e que vai aos poucos acelerando o tempo de execução, que se alterna em rápido e lento, proporcionando um aquecimento corporal moderado, mas que serve de preparação para a continuidade da atividade a partir do esboço do roteiro entregue em 13/11, primeiro dia de aula. Novamente a turma é dividida em quatro grupos, “...Todos os exercícios são feitos com times escolhidos aleatoriamente. Os alunos devem aprender a se relacionar com todos...”(SPOLIN, 2003, p.27). Uma vez que a cada nova formação de equipe, os membros se revezam, permitindo assim; que tenhamos um rodízio entre  os colegas com quem se fez determinada tarefa, a mesma regra vale para esta atividade; ou seja, todos os grupos recebem o esboço que fora feito por uma outra equipe. O esboço que ficou para nossa equipe era composto por 3 situações:
1°- Uma criança brinca de bicicleta enquanto é observada pelo pai (em uma praça).
2°- Um casal de crianças corre (na beira do mar) com um pôr do sol ao fundo.
3°-Uma criança brinca só próximo de uma árvore (em um campo aberto).

A professora sugere que, usando o "Se Mágico" escrevêssemos, em uma folha em branco, o que poderia acontecer permitindo assim fluir a imaginação, pois sugerimos inúmeras situações diferentes. A partir daí utilizando-se das ideias que foram anotadas no papel, em seguida toda a turma movimenta-se na sala e criando uma sequência de três movimentos apresenta-os para a platéia de alunos, por uma dupla formada por integrantes de equipes diferentes. “Esse modo de trabalho caracteriza a criação coletiva...As improvisações servem para questionar os materiais iniciais, para entrar em contato com eles e integrá-los a uma forma dramática...”(RYNGAERT, 2003, p.203). Quando a professora pede que, na dupla, um faça a narração livre  e o outro execute a sequência de movimentos por ele criada, ou que esta narração seja feita ora com blabação, ora com uma contagem, o resultado se traduz em um mosaico de cenas interessantes, que podem ser trabalhadas pelo grupo no decorrer dos encontros.    

Referências:
Ryngaert,Jean Pierre.Jogar,representar:práticas dramáticas e formação. Cosac Naify:SP,2009
Spolin,Viola.Improvisação para o teatro.4ªedição.Perspectiva:SP,2003

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