Após um pequeno recesso de 15 dias, no dia 12 de novembro de 2012 iniciou o 2º período do Curso de Licenciatura em Teatro, da Universidade Federal do Maranhão, como de costume a primeira semana é sempre momento de apresentações de disciplinas. No dia 13 de Novembro iniciou nossa disciplina de Pratica de Criação Dramática, com a Mestre Gisele Vasconcelos, e como já citado anteriormente, o dia foi de apresentação de disciplina, e de discente. A professora então utilizou alguns jogos, a fim de nós permitir um primeiro contato com a disciplina, que a partir do dia em questão seria ministrada pela mesma. O primeiro jogo proposto nos permitiu observar nossos companheiros de turma, olhando-os nos olhos, em seguida a professora nós mostrou outras formas de mandar e receber esse olhar, após isso nos foi proposto um jogo de aquecimento no qual a professora pediu que andássemos pelo espaço ao som da musica que ela iria executar no aparelho de som, após esse aquecimento, nos foi proposto um jogo de apresentação, embora a turma já se conhecesse há alguns meses, jogos de apresentações nunca são demais, afinal seremos futuros arte-educadores e usaremos desse artificio para o resto da vida, sendo assim, quanto mais jogos tivermos contato menos repetitivo ficarão as futuras aulas por nós ministradas. “[...] a maneira de começar é tão importante que não se pode resolver a questão por uma entrada uniforme, validada para todas as situações” (Ryngaert,2009). O jogo proposto pela professora contava com as seguintes instruções: Deveríamos cortar ao meio a folha de papel sulfite distribuída a nós, uma parte ficaria conosco e a outra com o colega do lado, nesse momento o jogo me remeteu à uma pratica que sempre adoto com meus catequisandos na igreja, a partir da ideia de colaborar com o outro, principalmente em se tratando de crianças, pois devemos aguçar esse instinto de cooperação desde pequeno. Outra instrução era que deveríamos, de um lado da folha, escrever o nome que gostamos de ser chamados e do outro um trecho de musica que representasse algo para nós, e esse papel depois de elaborado deixaria de ser um simples papel e passaria a ser um passaporte. Nesse momento, a professora deixou subtendido de que aquela disciplina me remeteria a diversas viagens pelas vias de minha imaginação em confronto com a realidade. No meu passaporte o nome que coloquei foi Jhêba, um de meus muitos apelidos, esse nome me faz lembrar minha turma de bairro, pessoas com as quais passo os momentos mais felizes da minha vida, e principalmente me fez lembrar de três grande amigos que foram embora para outros estados. Na outra face do passaporte escrevi o trecho da musica Nunca Deixe de Sonhar, que tem como interpretes as banda KLB e Rouge, que dizia “Há uma luz em algum lugar, que vai fazer seu sonho se realizar. É só você acreditar, que uma nova estrela vai poder brilhar...”.Escolhi essa canção por vários motivos, primeiro porque a letra me traz uma certa emoção, pois me lembra de tantas vezes que chorei por ter pessoas zombando daquilo que digo ser meu sonho, outro motivo que me levou a escolha foi o fato de eu acompanhar a carreira dos compositores da musica há 12 anos, apesar de tantas criticas, enfim meu passaporte expressava exatamente a Jeane que eu sou. Após a confecção desses passaportes, a professora mais uma vez pôs uma musica e pediu que trocássemos nossos passaportes nos três planos, a começar pelo plano alto, passando pelo plano médio, até o plano baixo, ela colocou a musica em pausa e pediu que chamássemos um aos outros pelos nomes descritos no passaporte, as formas de chamar esses nomes foram monitoradas pela professora, ela nos propunha deferentes formas para chamar nosso colega: com carinho, raiva, saudade, gritando, acordando. Para encerrar o jogo a professora pediu que trocássemos os passaporte novamente e quando a musica parasse formássemos o circulo novamente e um por vez fosse ao centro do circulo e cantasse a canção do passaporte que se encontrava em suas mãos, e quando não soubesse a melodia deveríamos inventar uma. Algumas canções confesso que não conhecia, inclusive a do passaporte que estava comigo. O colega que estava com meu passaporte inventou uma melodia para minha canção, que quando ouvi comecei a cantar a verdadeira melodia e então alguns outros colegas também a reconheceram. Quando todos já estavam com seus passaportes em mãos a professora pediu que sentássemos no chão e que cada um pegasse um lado do seu sapato, posicionado conforme a professora nos orientou, ela nos perguntou se conhecíamos o jogo infantil chamado “Escravo de Jó”. Fizemos o jogo com as regras tradicionais, por algumas vezes, até que todos jogadores estivéssemos sincronizados. Quando todos estavam com seus respectivos sapatos, a professora pediu que de uma forma metafórica ou real descrevêssemos por onde passou aquele sapato. Alguns colegas narraram sua chegada à universidade naquele dia e outros o seu percurso para adentrar de fato na universidade, o que foi meu caso. Talvez alguns colegas não tenham entendido o que quis dizer mas quando pronunciei a seguinte frase “A muito tempo meus sapatos deveriam estar aqui, mas só agora chegaram”, estava me referindo aos tantos exames do ensino médio que prestei. Quando todos haviam se apresentado a professora “encerrou” a aula daquele dia, deixando para nós uma tarefa: após dividir a turma em grupos entregou-nos uma folha de cartolina, pincéis atômicos e pediu que fizéssemos desenhos de três cenas diferentes, descrevêssemos esse desenho e determinássemos um tempo de duração para cada cena desenhada. Após a explicação da tarefa, a professora se despediu da turma, pois teria uma banca examinadora para participar e por esse motivo não poderia ficar conosco naquele dia até o horário determinado na grade curricular. As equipes se dividiram pelos espaços do prédio para fazer a respectiva atividades, isso porque a sala que estávamos usando seria ocupada por uma outra turma. Minha equipe ficou composta por três pessoas , eu, Heidy e Marcia, para fazermos nosso trabalho determinamos o seguinte: cada uma ficaria responsável por criar uma cena, descreve-la e determinar a sua duração. Feito isso, tudo foi transcrito para a folha de cartolina e deixamos no local que a professora determinou para a entrega.
Como já mencionei anteriormente esse dia foi onde tivemos um primeiro contato com a disciplina, aula foi basicamente uma apresentação. Não posso falar por meus colegas de curso, mas para mim ficou bem claro o que me esperava no decorrer da disciplina, percebi que se tratava de uma disciplina que usaria recursos não dramáticos para a partir disso nos remeter a criaçãode uma cena ou de um texto dramático, “O papel do jogo é formar os alunos, despertando neles a inteligência e a personalidade, descontraindo seu corpo e aguçando sua sensibilidade. Quando o jogo termina pode-se dizer, sem paradoxo, que o Teatro começa.” (Reverbel, 2008), além disso também ficou claro que seria uma disciplina que usaria acima de tudo a criatividade e imaginação dos discentes em curso. “[...] se lembrassem sempre de que entre a criatividade e a arte existe uma relação profunda, mas que ainda mais profunda é a relação da criatividade com a vida.”(Reverbel,2008)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RYNGAERT, Jean-Pierre. Jogar, representar: práticas dramáticas e formação. São Paulo. Cosac Naify, 2009.
REVERBEL, Olga.Uma Caminho do Teatro na Escola.São Paulo.Ed. Scipione, 2008.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RYNGAERT, Jean-Pierre. Jogar, representar: práticas dramáticas e formação. São Paulo. Cosac Naify, 2009.
REVERBEL, Olga.Uma Caminho do Teatro na Escola.São Paulo.Ed. Scipione, 2008.
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